A Guarda Municipal entra na fase de crivo dos concursados. Vão agora para o Exame Psicotécnico e, depois, serão examinadas suas Folhas Corridas. Para muitos, a Guarda Municipal deveria funcionar no outro dia, imediatamente após a aprovação do projeto na Câmara de Vereadores.
O açodamento é fantástico. Os vereadores levaram um ano para analisar, votar e aprovar, não sem antes questionar tudo e, ao final, aprovar sem qualquer alteração substancial. Na verdade, a Guarda já poderia estar funcionando.
Entretanto, o que causa espécie nem é isso. O que causa espécie é o bombardeio de negativismos. A Guarda Municipal só vai começar, de fato, lá pelo dezembro deste ano ou janeiro de 2011, segundo informação do secretário de Segurança Municipal, Adélcio Bernardino.
Desde já, todavia, já antecipam: a Guarda não poderá prender ninguém (e poderá), a Guarda será um risco por ser armada (dizem, os guardas sairão por aí, dando tiros em todo mundo), a Polícia Militar é contra (e não é, tanto que o treinamento será lá, na Escola da PM), a missão de policiamento ostensivo é da PM, dizem, e, assim, a GM será inútil. Outra bobagem: a Guarda terá que estar nas ruas (e estará), cuidando do patrimônio ou do meio ambiente, atribuições já reconhecidas por decisão do Tribunal de Justiça. Estando lá, estará ostensivamente na rua.
Agora vamos lá: em caso de flagrante delito o guarda municipal poderá agir? Claro que sim. Qualquer cidadão pode fazê-lo, se tiver condições. Como nesses casos o medo supera a vontade, fica difícil o cidadão agir, exceto se o risco for seu ou de alguém próximo.
O que não poderá é a GM ser chamada para atender uma ocorrência distante. Mas se o caso estiver ao lado, no perímetro de visão e de ação do guarda municipal, ele terá a obrigação de agir. E não há dispositivo constitucional que o impeça. Quem acha o contrário deveria ser colocado à prova pelo destino: sofrer uma agressão nas proximidades de um Guarda Municipal para ver o que é bom pra tosse e ver se colocar em prova sua teoria excludente e deixa de clamar pelo socorro do guarda.
O que se vê agora - e a GM está longe de iniciar -, é a tese do "não poderá", "não deverá" e uma série de improbabilidades dentre as funções e obrigações da Guarda Municipal. A quem pensa assim, aconselho entrar na Justiça e derrubar a lei que a criou e fixou seu funcionamento. Do contrário, é só palavrório.
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jeferson
ufA uma noticia, tem um pouco de politicagem no meio que é até acertada! mas agora é uma noticia nao boatos.
Max
Pois é, várias postagens depois do meu comentário ninguém conseguiu me convencer que a Guarda Municipal Armada será a solução para conter a malandragem. E se for, é mais barato contratar segurança privada para cuidar de alguns próprios Públicos e/ou privados. Sim, Público ou privado pagaremos de qualquer maneira - mesmo porque esta guarda não será formada por voluntários e sim por candidatos a cargos, salários e benesses que só o serviço público oferece. Parabéns ao CONSEG pela sua luta inglória em favor do término das obras do complexo penitenciário de Itajaí. Agora é preciso continuar a luta para conseguir um aumento do efetivo e da eficiência das Polícias do Estado. Os números da Segurança Pública em SC refletem bem o descaso do Poder Público - onde mais uma vez estamos bem (mal) no ranking: Somos um dos quatro estados no Brasil, onde o contingente da segurança privada é maior que o da pública.----QUANTO À EFICIÊNCIA OU NÃO DA GUARDA, A PROVA NÃO SE PODE DAR POR TEORIAS OU TESES ESCRITAS. SÓ A AÇÃO PRÁTICA. A SEGURANÇA ATUAL, NA PRÁTICA, JÁ SABEMOS QUE NÃO FUNCIONA E NÃO PRECISA LANÇAR TESES OU TEORIAS.
Leon Rosenthal
Aderbal, sou fã de bons Policiais, sejam eles de qualquer instituição.--ENTÃO TÁ EXPLICADO: A QUESTÃO NÃO É A FARDA, É A EFICÁCIA.
Leon Rosenthal
Muito simples Aderbal. A polícia não precisa ser militar para ter organização, hierarquia, usar uniforme e fazer o patrulhamento ostensivo adequadamente. Veja o exemplo das Guardas Municipais, da Polícia Rodoviária Federal, dos ramos uniformizados da Polícia Civil (COP,TIGRE, etc.) e de várias Polícias do mundo desenvolvido. Militarismo é necessário sim, mas só para as forças armadas que são responsáveis pela segurança institucional e atuam em casos de exceção. Converse com quem entende do assunto e peça sua opinião que você vai mudar de idéia ou vá até um batalhão e constate que até Sargento tem motorista. Como dizem no popular: "É muito cacique pra pouco índio".---VOCÊ, ENTÃO, É FÃ DA POLÍCIA CIVIL?
Leon Rosenthal
Aliás, militarismo na segurança pública é uma coisa ultrapassada, um retrocesso, um resquício do tempo em que as Polícias eram órgãos repressores do Estado e não estava a serviço do cidadão.----COMO FAZER, ENTÃO? USAR A GUARDA SUÍÇA, COMO NO VATICANO? OU CONVOCAR O EXÉRCITO DA SALVAÇÃO?