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Afrontas ao urbanismo e ao meio-ambiente

Em Florianópolis, o prefeito Dário Berger assinou o Decreto 8057, impondo regras administrativas para o desenvolvimento sustentável da cidade.

A definição é que "o direito de construir não é absoluto" e subordina-se aos interesses da comunidade em primeiro lugar, em relação à função social da propriedade e às eventuais deficiências existentes no local onde a construção será erguida.

Para serem concretizados, os novos empreendimentos terão que possuir infraestrutura de saneamento, sistema viário adequado e respeitar o impacto de vizinhança, sejam  edifícios residenciais e comerciais, loteamentos e projetos imobiliários. Já as construção em áreas sem serviço de coleta de esgoto, por exemplo, devem possuir sistema próprio.

A reação, lá como cá, acontece, tentando impedir a vigência da normal. O caminho é o mesmo: a protelação via Justiça.

Através do exame de aspectos jurídico, as chamadas brechas da lei, o Sindicato da Construção Civil quer bloquear as medidas, sob a alegação de que representa uma moratória setorial.

O prefeito disse que não abre mão de impor o planejamento da cidade, decisão que deveria ter tomado lá no início de sua gestão, na verdade, quando seus interesses político-eleitorais estavam ardentes.As novas regras valem, também, para empreendimentos já iniciados.

Por aqui

Sobre tema semelhante e em relação a Balneário Camboriú, conversei esta semana com o promotor Rosan da Rocha e ele me disse que impetrou e estão em andamento na Justiça local, mais de 20 pedidos de embargo de construções que afrontam as normas mais elementares do urbanismo e ambientais.

Citou o exemplo de um edifício recentemente atingido por multa legal, na esquina da 1101 com a Brasil, da empresa Procave, depois de ter sido erguido sobre o Canal Marambaia e de ter considerado o leito do canal como área útil de terreno, para fins de definição do condomínio.

Entretanto, o promotor se disse frustrado, pois das 20 ações, somente uma delas resultou, até hoje, no embargo da obra no seu início - um edifício no início da Estrada da Rainha, final da Avenida Atlântica.

Mas ele, sinceramente, acha que não será por muito tempo. Para ele, daqui a pouco, filigranas jurídicas permitirão a conclusão da obra.

E assim caminha a humanidade. Isto é, daqui a pouco nem caminhará mais.

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  Mensagem enviada, aguardando aprovação!
Ronaud Pereira
Sou super a favor do progresso, afinal quem não gosta de andar por uma rua asfaltada, e quem não gosta de morar sob um teto confortável. Mas BC está se tornando uma cidade esquisita, com esses prédios muito altos, tão próximos entre si. Há ruas que mal "veem" a luz do sol. Os empreendedores, tão capazes de construir, são tão incapazes de enxergar um pouquinho além e ver que nem tudo é ferro, concreto e dinheiro. Há um ambiente em volta, o qual influencia diretamente na qualidade de algo que diz respeito a todos, que é a nossa vida, a vida da coletividade. Em pleno século XXI, em que tantos estudos apontam os melhores caminhos e as melhores práticas, ainda seguem tocando obras como se estivessem nos anos 80. Não perceberam que o mundo mudou, que se achar dono do mundo está completamente démodé. A empresa que merece ser verdadeiramente reconhecida é aquela que age pela comunidade, e não aquela que age só pelos seus clientes.

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