Todos os novos lances do jogo político-sucessório de Santa Catarina endereçam para o reconhecimento de algumas realidades:
a) a polialiança já era; a Tríplice também, por consequência;
b) o poderio governista não significa handicap; pelo contrário, é pepino puro, tantas são as divisões por interesse geradas a partir dele e dentro dele;
c) para um governo que se diz o suprassumo da eficiência, a fotografia não está boa e nem muito bem focada. Os resultados das negociações políticas e partidárias, internamente, e as pesquisas eleitorais, externamente, indicam exatamente o contrário - o povo quer mudança e mudanças fundas;
d) o candidato que, dentro da Tríplice Aliança, tem a maioria das preferências indicadas nas pesquisas, é justamente aquele que não exercitou o poder de decisões dentro do governo atual: Raimundo Colombo. Ou seja, não se contaminou pelos resultados e nem pelas causas das estrepolias vividas pela administração.
Esta leitura, contudo, embora fácil de ser feita por qualquer observador mediano, é inadmissível para os maiorais do governo, principalmente Luiz Henrique, que continua acreditando na supremacia do seu poder. E é aí que mora o perigo.