Abusos no estacionamento do Ruth Cardoso

Outra discussão no plenário da Câmara, iniciada pelo vereador Joceli Nazari (PPS): o uso indiscriminado do estacionamento do Hospital Ruth Cardoso. O vereador socialista mostrou-se contrário à intenção de cobrar-se pelo uso de vagas de estacionamento no Ruth Cardoso. Na verdade, pode-se dar razão ao vereador, eis que o Ruth é um espaço de uso público e de pessoas carentes de estar ali, por razões de enfermidade – inclusive para visitas e pessoas ligadas à própria administração do hospital.

Vamos concordar em parte e discordar em parte. Concordar que uma cobrança oneraria quem necessita de verdade chegar ali. Discordar que, por qualquer outro meio, não deva ter controle. Isso foi previsto lá no início, mas deixaram correr e hoje entra e sai quem quer, sem qualquer tipo de seleção. Resultado: o espaço do Ruth Cardoso se transformou em estacionamento dos alunos da Univali durante todos os períodos do dia. Sem qualquer tipo de controle. Uma bagunça e um abuso. É preciso acabar com isso. Ou controlam ou cobram e, neste caso, liberando quem realmente estiver em atendimento no Ruth, mediante uma senha ou carimbo no tíquete de entrada após o atendimento ou a visita, a ser apresentado na saída, independente do tempo.

No rastro disso, surgiu o preço do estacionamento do BC Shopping: preço único após 15 minutos de tolerância, independente de o cliente ficar uma ou cinco horas: R$ 10,00 ou R$ 12,00, de acordo com o dia da semana. Sugerem fracionamento ou liberação de acordo com o valor das compras, em acordo com os comerciantes e a direção do Shopping.

E também a cobrança no estacionamento dos bancos, reclamação levada pelo vereador Arlindo Cruz. Ele citou especialmente a CEF, onde os servidores da Câmara e vereadores recebem seus proventos e salários. Acha um abuso cobrar de clientes, qualquer que seja o valor. Todo banco com áreas específicas de estacionamento cobra, na realidade. Uns mais e outros menos. Clientes, em vários, pagam menos (uma tarifa padrão, menor), bastando comprovar o atendimento.  O vereador, todavia, quer gratuidade, comprovando-se o atendimento.